Psicólogo, PhD. pela Unicamp e Mestre em Psicanálise pela PUC-SP
Busquei nesses trinta anos de carreira me formar para um dos trabalhos que considero mais difíceis e desafiadores: escutar as pessoas, seus sofrimentos, e ajudá-las a dar a volta por cima, de forma totalmente singular, única, consistente.
No meu consultório tenho acolhido muitos casos de dificuldades de relacionamento, seja com o companheiro(a), amigos(as), familiares, com os colegas e chefes… O sofrimento vindo das relações com as pessoas é, sem dúvida, um dos mais importantes e frequentes nos processos analíticos e psicoterapêuticos.
Também tem aparecido casos nos quais a dor não se dirige às pessoas, mas a si mesmo, a uma sensação de vazio, a uma falta de sentido da vida. Aí começamos dando um certo nome, uma “borda” pra se segurar diante da angústia.
Para outros, o sofrimento vem na forma concreta, “prática”, de sintoma que demanda uma “solução” rápida: uma fobia, uma crise de pânico, um burnout, uma dependência química, um quadro depressivo, um luto, uma ideação suicida, um tratamento de saúde mais grave…
E o que fazemos? No curto prazo, vamos esclarecer o que realmente cabe ser tratado; na sequência, espero poder ajudá-los a se posicionar diante disso e a tomar decisões interessantes.
Passado esse momento emergencial, vamos rumo a questões de médio e longo prazo, se o paciente assim desejar. O processo analítico passa a ser um espaço de escuta, um momento de pausa para refletir como a vida tem andado no cotidiano. Seria mais voltado para quem se dispõe a dedicar tempo aos detalhes, às “pequenas” coisas.
Mas, qualquer que seja o pedido de análise, vamos sempre ter em mente a seguinte pergunta: minha vida tem ido na direção que eu realmente desejava?
Para tanto, gostaria de desfazer a ideia de que o tratamento tem que ser longo, com baixa interação e sem ações efetivas no curto prazo. A primeira sessão já deve propor uma direção e esclarecer se é “aqui” comigo um caminho válido. Se não for, espero ajudar a ver qual seria. Sim, podem ser outros.
Bom, esse é meu estilo de trabalho. Convido você a fazer uma aposta.
Cursei o mestrado em Psicanálise na Puc-SP sendo pesquisador bolsista pelo CNPQ. Eu me dediquei a pensar sobre os sofrimentos que passamos na vida adulta, tais como crises nos relacionamentos e na vida profissional. Já no doutorado, pensei mais profundamente sobre o tratamento. A pesquisa sobre as diferenças entre Coaching e Psicoterapia marcaram minha trajetória acadêmica e, principalmente, como eu viria trabalhar nos últimos dez anos.
Nos primeiros dez anos de carreira, experimentei a aventura de sobreviver e crescer no mundo das empresas, na área de Gestão de Pessoas. Atuei no desenvolvimento profissional, orientação e transição de carreira. Trabalhei com suporte psicológico aos colegas em momentos de crise e transformação, contextos nos quais eram exigidas respostas mais práticas e objetivas.
Nos últimos dez anos, tenho me dedicado totalmente à clínica, o que sempre foi o meu maior desejo. Isso exige de mim uma condução cuidadosa, profunda e aberta à cada caso. Nenhum paciente é igual ao outro. Nenhuma sessão é igual à outra. O psicólogo-psicanalista cria um espaço seguro para um fazer artesanal, ajudando o paciente a esculpir, desenhar, pintar, escrever, encenar, enfim, criar a própria vida.
Ao longo de quase trinta anos, a experiência em empresas, universidades e, sobretudo a clínica, permitiu a construção de um estilo de trabalho flexível e atento às necessidades de cada pessoa. Senti-me habilitado tanto para acompanhamento breve, "prático" e pontual, quanto profundo e de longo prazo. Também me trouxe realização o fato frequente de receber um mesmo paciente em diferentes fases da sua vida, podendo assim, tratar diferentes temas.
Com base na minha própria análise, nas experiências e dificuldades vividas como paciente, fui concebendo a psicoterapia de base psicanalítica, como um espaço de escuta sem julgamentos, com profundo respeito à singularidade de cada um. O objetivo junto aos meus pacientes não é adequar, enquadrar num ideal de normalidade, mas criar condições para que eles possam reconhecer o próprio desejo e se posicionar diante da vida mais claramente.
Na minha atuação como psicólogo sinto grande responsabilidade, pois além de não ajudar, a minha profissão pode ser capaz de atrapalhar alguém que se encontra num momento de fragilidade. Uma vida, um destino está sendo tratado. Isso não é pouco.
Os profissionais da “alma”, com suas práticas de cura, tem a dificílima tarefa de criar um ambiente acolhedor, confiável e que traga bons frutos.
Ao longo dos anos, fui identificando algumas bases para minha prática. Elas são o lugar de onde sempre deverei partir com cada paciente, em cada sessão.
Procuro manter a vigilância para não vir com “moralismo” barato ou preconceitos.
E como é desafiador não propor ao outro(a) um modelo pronto, uma receita do que seria correto, uma presunção do que seria melhor para a vida do(a) paciente!
Busco encorajá-lo(a) para que ele(a) reflita sobre o que é o "certo" ou "errado" segundo os seus próprios valores, questionando as normas impostas pelos outros, muitas vezes assumidas no modo automático.
Escutar uma pessoa é algo complexo, pois envolve seu corpo, seu ambiente, sua história e suas decisões.
Para aflorar a sensibilidade e a capacidade de escuta, busco sempre estudo, leituras diversificadas.
Já que sabedoria não vem somente dos livros, também procuro ter uma atitude curiosa e atenta às pessoas no meu cotidiano, comigo mesmo, na minha vida pessoal, bem como viver e trabalhar em diferentes ambientes: a universidade, as empresas e a minha clínica.
Precisamos cuidar dos problemas e angústias relevantes e visíveis, de acordo com o que é possível no presente.
Mas atenção, vamos cuidar eficazmente do incômodo atual, sem, no entanto, nos limitar a ele. Também cabe ir além do momento atual e projetar de forma mais profunda a vida que se gostaria de ter em médio e longo prazo.
Procuro me manter sempre atento com a seguinte pergunta: estou realmente ajudando? De tempos em tempos essa questão deve ser renovada, pois todos nós, por mais sérios, capazes e profissionais que sejamos, temos nossos limites.
Quando já não há transformações na forma de ver, compreender e agir, não há porquê seguir. Novos caminhos podem se abrir, sejam com outros profissionais, outras experiências.
Falar disso de forma transparente, é uma das atitudes éticas que dá credibilidade ao meu trabalho.
O sofrimento do(a) paciente tem a ver com uma realidade complexa e envolve diversas áreas. Por exemplo, muitas perturbações podem ter bases no corpo: hereditárias, hormonais e metabólicas; igualmente importantes são as condições do trabalho e das condições financeiras do(a) paciente. O ambiente social em que cresceu, suas condições materiais, os valores passados pela sua família, sua história e dificuldades também vão fazer parte da escuta. Assim, as diversas formas de sofrimento psíquico podem ter muitas causas diferentes e articuladas.
Apesar dessa tamanha complexidade, muitas delas são mais simples e “curáveis” do que pudemos até então imaginar.
Ficam perdidas num mundo de palavras.
Uma escuta cuidadosa tem o desafio de ser precisa, cirúrgica, localizar o núcleo central dessa dor, ir direto ao ponto. No meio de tanta coisa, cabe ao processo de análise a identificação do que realmente importa, fazendo uma passagem delicada do complexo ao simples, do todo para a parte.
Assessora de Atendimento
Responsável pela recepção e organização dos agendamentos.
Estou disponível para esclarecer suas dúvidas sobre:
Informações sobre abordagens terapêuticas e metodologia
Disponibilidade de horários e marcação de sessões
Valores, formas de pagamento e parcelamento
Av. Paulista, 2064, 21° Andar, Bela Vista, São Paulo - CEP 01310-200
Segunda a Sexta, das 08:10 às 21:40