Guilherme Barati

Psicólogo, PhD. pela Unicamp e Mestre em Psicanálise pela PUC-SP

Busquei nesses trinta anos de carreira me formar para um dos trabalhos que considero mais difíceis e desafiadores: escutar as pessoas, seus sofrimentos, e ajudá-las a dar a volta por cima, de forma totalmente singular, única, consistente.

No meu consultório tenho acolhido muitos casos de dificuldades de relacionamento, seja com o companheiro(a), amigos(as), familiares, com os colegas e chefes… O sofrimento vindo das relações com as pessoas é, sem dúvida, um dos mais importantes e frequentes nos processos analíticos e psicoterapêuticos.

Também tem aparecido casos nos quais a dor não se dirige às pessoas, mas a si mesmo, a uma sensação de vazio, a uma falta de sentido da vida. Aí começamos dando um certo nome, uma “borda” pra se segurar diante da angústia.

Para outros, o sofrimento vem na forma concreta, “prática”, de sintoma que demanda uma “solução” rápida: uma fobia, uma crise de pânico, um burnout, uma dependência química, um quadro depressivo, um luto, uma ideação suicida, um tratamento de saúde mais grave…

E o que fazemos? No curto prazo, vamos esclarecer o que realmente cabe ser tratado; na sequência, espero poder ajudá-los a se posicionar diante disso e a tomar decisões interessantes.

Passado esse momento emergencial, vamos rumo a questões de médio e longo prazo, se o paciente assim desejar. O processo analítico passa a ser um espaço de escuta, um momento de pausa para refletir como a vida tem andado no cotidiano. Seria mais voltado para quem se dispõe a dedicar tempo aos detalhes, às “pequenas” coisas.

Mas, qualquer que seja o pedido de análise, vamos sempre ter em mente a seguinte pergunta: minha vida tem ido na direção que eu realmente desejava?

Para tanto, gostaria de desfazer a ideia de que o tratamento tem que ser longo, com baixa interação e sem ações efetivas no curto prazo. A primeira sessão já deve propor uma direção e esclarecer se é “aqui” comigo um caminho válido. Se não for, espero ajudar a ver qual seria. Sim, podem ser outros.

Bom, esse é meu estilo de trabalho. Convido você a fazer uma aposta.

Um trabalho “artesanal”

Pesquisa

Pós-graduação e Pesquisa

Cursei o mestrado em Psicanálise na Puc-SP sendo pesquisador bolsista pelo CNPQ. Eu me dediquei a pensar sobre os sofrimentos que passamos na vida adulta, tais como crises nos relacionamentos e na vida profissional. Já no doutorado, pensei mais profundamente sobre o tratamento. A pesquisa sobre as diferenças entre Coaching e Psicoterapia marcaram minha trajetória acadêmica e, principalmente, como eu viria trabalhar nos últimos dez anos.

Pós-graduação e Pesquisa
Empresas

Atuação em Empresas

Nos primeiros dez anos de carreira, experimentei a aventura de sobreviver e crescer no mundo das empresas, na área de Gestão de Pessoas. Atuei no desenvolvimento profissional, orientação e transição de carreira. Trabalhei com suporte psicológico aos colegas em momentos de crise e transformação, contextos nos quais eram exigidas respostas mais práticas e objetivas.

Atuação em Empresas
Clínica

Atuação Clínica

Nos últimos dez anos, tenho me dedicado totalmente à clínica, o que sempre foi o meu maior desejo. Isso exige de mim uma condução cuidadosa, profunda e aberta à cada caso. Nenhum paciente é igual ao outro. Nenhuma sessão é igual à outra. O psicólogo-psicanalista cria um espaço seguro para um fazer artesanal, ajudando o paciente a esculpir, desenhar, pintar, escrever, encenar, enfim, criar a própria vida.

Atuação Clínica
Um trabalho “artesanal”

Estilo de Trabalho

Ao longo de quase trinta anos, a experiência em empresas, universidades e, sobretudo a clínica, permitiu a construção de um estilo de trabalho flexível e atento às necessidades de cada pessoa. Senti-me habilitado tanto para acompanhamento breve, "prático" e pontual, quanto profundo e de longo prazo. Também me trouxe realização o fato frequente de receber um mesmo paciente em diferentes fases da sua vida, podendo assim, tratar diferentes temas.

Estilo de Trabalho
Visão

Perspectiva Clínica

Com base na minha própria análise, nas experiências e dificuldades vividas como paciente, fui concebendo a psicoterapia de base psicanalítica, como um espaço de escuta sem julgamentos, com profundo respeito à singularidade de cada um. O objetivo junto aos meus pacientes não é adequar, enquadrar num ideal de normalidade, mas criar condições para que eles possam reconhecer o próprio desejo e se posicionar diante da vida mais claramente.

Perspectiva Clínica

Como trabalho

Na minha atuação como psicólogo sinto grande responsabilidade, pois além de não ajudar, a minha profissão pode ser capaz de atrapalhar alguém que se encontra num momento de fragilidade. Uma vida, um destino está sendo tratado. Isso não é pouco.

Os profissionais da “alma”, com suas práticas de cura, tem a dificílima tarefa de criar um ambiente acolhedor, confiável e que traga bons frutos.

Ao longo dos anos, fui identificando algumas bases para minha prática. Elas são o lugar de onde sempre deverei partir com cada paciente, em cada sessão.

1

Respeito pela singularidade do paciente

Procuro manter a vigilância para não vir com “moralismo” barato ou preconceitos.

E como é desafiador não propor ao outro(a) um modelo pronto, uma receita do que seria correto, uma presunção do que seria melhor para a vida do(a) paciente!

Busco encorajá-lo(a) para que ele(a) reflita sobre o que é o "certo" ou "errado" segundo os seus próprios valores, questionando as normas impostas pelos outros, muitas vezes assumidas no modo automático.

2

Boa formação com experiência diversificada

Escutar uma pessoa é algo complexo, pois envolve seu corpo, seu ambiente, sua história e suas decisões.

Para aflorar a sensibilidade e a capacidade de escuta, busco sempre estudo, leituras diversificadas.

Já que sabedoria não vem somente dos livros, também procuro ter uma atitude curiosa e atenta às pessoas no meu cotidiano, comigo mesmo, na minha vida pessoal, bem como viver e trabalhar em diferentes ambientes: a universidade, as empresas e a minha clínica.

3

Abordagem voltada ao real

Precisamos cuidar dos problemas e angústias relevantes e visíveis, de acordo com o que é possível no presente.

Mas atenção, vamos cuidar eficazmente do incômodo atual, sem, no entanto, nos limitar a ele. Também cabe ir além do momento atual e projetar de forma mais profunda a vida que se gostaria de ter em médio e longo prazo.

4

Transparência quanto a resultados

Procuro me manter sempre atento com a seguinte pergunta: estou realmente ajudando? De tempos em tempos essa questão deve ser renovada, pois todos nós, por mais sérios, capazes e profissionais que sejamos, temos nossos limites.

Quando já não há transformações na forma de ver, compreender e agir, não há porquê seguir. Novos caminhos podem se abrir, sejam com outros profissionais, outras experiências.

Falar disso de forma transparente, é uma das atitudes éticas que dá credibilidade ao meu trabalho.

5

Visão multidisciplinar

O sofrimento do(a) paciente tem a ver com uma realidade complexa e envolve diversas áreas. Por exemplo, muitas perturbações podem ter bases no corpo: hereditárias, hormonais e metabólicas; igualmente importantes são as condições do trabalho e das condições financeiras do(a) paciente. O ambiente social em que cresceu, suas condições materiais, os valores passados pela sua família, sua história e dificuldades também vão fazer parte da escuta. Assim, as diversas formas de sofrimento psíquico podem ter muitas causas diferentes e articuladas.

Apesar dessa tamanha complexidade, muitas delas são mais simples e “curáveis” do que pudemos até então imaginar. Ficam perdidas num mundo de palavras.

Uma escuta cuidadosa tem o desafio de ser precisa, cirúrgica, localizar o núcleo central dessa dor, ir direto ao ponto. No meio de tanta coisa, cabe ao processo de análise a identificação do que realmente importa, fazendo uma passagem delicada do complexo ao simples, do todo para a parte.

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Ilde Pacheco

Ilde Pacheco

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